domingo, setembro 23

Mapserver 5.0

Essa notícia saiu na BR-Linux e diz respeito ao lançamento da nova versão do servidor de mapas open source Mapserver.

"A equipe do MapServer anunciou a liberação da versão 5.0.0 e a lista com as novas características, como o reparo de erros, melhorias no desempenho, alocamento dinâmico para camadas, classes, estilos e símbolos; melhorias no suporte as especificação da OGC, entre outras funcionalidades."

O Mapserver é a opção de servidor de mapas open source mais utilizada para a implantação de sistemas GIS baseado em WEB (WEBGIS) e web services geográficos, utilizando-se os padrões definidos pelo OGC (Open Geospatial Consortium). O Mapserver possui as seguintes funcionalidades:

  • Advanced cartographic output
    • Scale dependent feature drawing and application execution
    • Feature labeling including label collision mediation
    • Fully customizable, template driven output
    • TrueType fonts
    • Map element automation (scalebar, reference map, and legend)
    • Thematic mapping using logical- or regular expression-based classes
  • Support for popular scripting and development environments
  • PHP, Python, Perl, Ruby, Java, and C#
  • Cross-platform support
    • Linux, Windows, Mac OS X, Solaris, and more
  • A multitude of raster and vector data formats
    • TIFF/GeoTIFF, EPPL7, and many others via GDAL
    • ESRI shapfiles, PostGIS, ESRI ArcSDE, Oracle Spatial, MySQL and many others via OGR
    • Open Geospatial Consortium (OGC) web specifications
      • WMS (client/server), non-transactional WFS (client/server), WMC, WCS, Filter Encoding, SLD, GML, SOS
  • Map projection support
    • On-the-fly map projection with 1000s of projections through the Proj.4 library

Dentre as funcionalidades citadas acima, vale a pena destacar: 1) A conexão com os banco de dados PostGIS, Oracle Spatial e MySQL, para o armazenamento de dados vetoriais; 2) conexão com banco de dados que utilizam o ArcSDE da ESRI como gateway para armazenamento de dados vetoriais em banco de dados (como o SQL Server da Microsoft); 3) suporte on-the-fly a conversões envolvendo projeções cartográficas; 4) suporte ao formato shapefile da ESRI e vários outros formatos via a biblioteca OGR; 5) suporte a vários formatos de imagens via GDAL; e 6) suporte a vários sistemas operacionais (Linux, Windows, MAC OS X e Solaris).

Para quem ainda não teve a oportunidade de testá-lo, eu recomendo!

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terça-feira, julho 24

Tutorial: Baixando arquivos WFS - Parte II

Convertendo Arquivos

Após a conclusão da etapa anterior (baixar o arquivo gml através da ferramenta WGET), passa-se a contar com um arquivo que contém toda a geometria e tabela de atributos, relacionados com as unidades de conservação estaduais.

Para a visualização e uso destes dados dentro da estrutura do ArcGIS (sem a necessidade de se usar a extensão data interoperability), deve-se converter os dados em gml para shapefile.

Instalando FWTools

Após o download do arquivo executável no site http://fwtools.maptools.org/ deve-se efetuar a instalação. Serão instaladas duas funcionalidades, uma gráfica (OpenEV_FW) e uma para comando de texto (FWTools Shell).

Sintaxe de conversão no FWTools

O FWTools implementa as funcionalidades presentes nas bibliotecas gdal e ogr. Utilizou-se nesse tutorial o FWTools Shell para efetuar a conversão de gml para shapefile.

Para a conversão deve-se utilizar a seguinte sintaxe:
ogr2ogr -f "ESRI shapefile" <nome e endereço do arquivo shapefile que será criado> <endereço do arquivo gml >
O arquivo ucsei.gml foi salvado dentro da pasta c:\wfs, então, a sintaxe de conversão ficará da seguinte forma:
ogr2ogr -f "ESRI shapefile" c:\wfs\ucsei.shp c:\wfs\ucsei.gml
Como resultado tem-se os arquivos shapefile (shx, shp e dbf) que já estão aptos para serem visualizados no ambiente do ArcGIS.

Visualização

Os arquivos podem ser visualizados no ArcGIS conforme apresentado abaixo.

Foram convertidas para shapefile todas as entidades geométricas e suas respectivas tabelas de atributo.

Considerações

Vários órgãos estaduais e federais têm sistematicamente publicado dados na internet, sendo que, em alguns deles os dados encontram-se sob a forma de consultas WFS.

Este tutorial cobriu os principais passos para o download de arquivos do MMA e os conceitos aqui abordados podem ser usados para todos sites que implementem o protocolo WFS.

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sábado, junho 30

Tutorial: Baixando arquivos WFS - Parte I

Tutorial

O site do MMA (Ministério do Meio Ambiente) além de colocar a disposição dos usuários os serviços WMS (Web Map service), está também disponibilizando alguns serviços WFS (Web Feauture Service).

Este tutorial tem o objetivo de orientar o download de dados geográficos via WEB por meio do protocolo WFS. Este protocolo foi desenvolvido pelo consórcio Open Geospatial e serve para acesso a dados vetoriais pela internet.

Ferramentas

Neste tutorial serão baixadas as unidades de conservação disponíveis no site do MMA e convertidas para o formato shapefile da ESRI.

Para isso serão utilizadas as seguintes ferramentas:
  1. WGET para baixar os arquivos em formato GML;
  2. FWTools shell para acessar a biblioteca GDAL e converter os dados de gml para shapefile;
  3. ArcGIS para a visualização e consultas aos arquivos baixados.
Os aplicativos acima foram utilizados no sistema operacional Windows XP. Estes aplicativos encontram-se disponíveis nos seguintes endereços:
  1. WGET
  2. FWTOOLS
Deve-se criar uma pasta na partição (C: ou D:) chamada wfs (c:\wfs). Lá deverá estar presente o arquivo wget.exe.

Acessar o site do MMA

O MMA disponibilizou vários serviços WEB para dados geográficos. Dentre estes, se destacam a disponibilidade de dados sobre áreas de conservação ambiental e áreas indígenas.

Os dados podem ser acessados pelo seguinte endereço: Web service MMA

Após o acesso ao site, deve-se ir à barra de tarefas no lado esquerdo e selecionar escolher serviço.


A figura abaixo exemplifica os vários serviços disponibilizados pelo site do MMA.

Os dados que serão acessados por este tutorial correspondem ao serviço selecionado abaixo.

Quando se clica no link de unidade de conservação, o serviço apresenta uma listagem de todos os temas disponíveis. Estes temas encontram-se disponíveis no protocolo WMS e WFS. Abaixo observa-se os três primeiros temas listados:

Efetuar as chamadas WFS

Deve-se identificar o endereço http do serviço relacionado as áreas de conservação. Para isso, após a execução dos passos acima, retorna-se a chamada escolher serviço (barra de tarefas do lado esquerdo).

Como resultado, tem-se na tela o endereço http do serviço:

http://mapas.mma.gov.br/cgi-bin/mapserv?map=/opt/www/html/webservices/
ucs.map&


A especificação OpenGIS Web Feature Service (WFS) define um serviço para que clientes possam recuperar objetos (features ou vetores) espaciais em formato GML de servidores WFS. O serviço pode ser implementado pelo servidor em duas versões: básica, onde apenas operações de consulta ficam disponíveis, ou transacional, que implementa o serviço completo, que inclui operações de inserção, exclusão, atualização, consulta de objetos (features) geográficos.

As seguintes operações são definidas para o serviço:
  • getCapabilities: descreve as características do servidor;
  • describeFeatureType: descreve a estrutura dos tipos de objeto que podem ser servidos;
  • getFeature: retorna instâncias dos objetos disponíveis na base de dados. O cliente pode selecionar quais objetos deseja por critérios espaciais ou não;
  • transaction: utilizado para a execução de operações de modificação dos objetos (inserção, exclusão e atualização);
  • lockFeature: bloqueia uma ou mais instâncias durante uma transação.
Através da sintaxe getCapabilites obtém-se uma lista de todos os temas disponíveis no serviço. Dentro do internet explore pode-se conseguir esta listagem utilizando-se o seguinte comando:

http://mapas.mma.gov.br/cgi-bin/mapserv?map=/opt/www/html/webservices/
ucs.map&service=WFS&version=1.1.1&request=getcapabilities&


Abaixo é apresentado o resultado do comando, dando-se destaque ao corpo da mensagem que faz referência as feições disponíveis.

Como exemplificado acima, têm-se disponível as seguintes feições: 1) ucsef – unidades de conservação federais e estaduais (dados preliminares); 2) ucsfi - unidades de conservação federais de proteção integral (dados preliminares); 3) ucsfu - unidades de conservação federais de uso sustentável (dados preliminares); e 4) ucsei - unidades de conservação estaduais de proteção integral (dados preliminares).

Para acesso aos dados sobre a geometria e tabela de atributo das feições acima, deve-se executar o seguinte comando onde o arquivo wget.exe encontra-se. Dentro do prompt do DOS (INICIAR -> EXECUTAR -> CMD) deve-se ir até a pastas c:\WFS e executar o serguinte comando.
wget.exe -O ucsei.gml
“http://mapas.mma.gov.br/cgi-bin/mapserv?map=/opt/www/html/
webservices/ucs.map&service=WFS&version=1.1.1&
request=getfeature&typename=ucsei&”
O parâmetro -O grava o resultado da requisição como um arquivo gml, como no exemplo acima ucsei.gml.
-O, --output-document=FILE (write documents to a file)
Como resultado da chamada acima, tem-se disponível todos os dados referentes à feição ucsei (unidades de conservação estaduais de proteção integral (dados preliminares). A consulta gera como resultado um arquivo gml que é interpretado pelo Internet Explorer e é apresentado conforme exemplificado abaixo.

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sexta-feira, março 24

Web Service do MMA

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) apresentou ano passado, em dois eventos que eu tive a felicidade de participar, o cliente de acesso a um Web Service Geográfico e outras funcionalidades, que envolviam até o download de imagens de satélite.

O site de geoprocessamento do MMA apresenta várias opções: Mapas interativos, metadados, imagens de satélite, uma aplicação que checa a localização de um par de coordenadas, análises estatísticas e principalmente um cliente de web service geográfico.

A página do cliente de acesso ao protocolo WMS (Web Map Services) do consórcio OpenGIS (Open Geoespatial Consortium) apresenta vários serviços disponíveis, entre eles: Unidades de conservação federais do Brasil e mosaico de imagens Landsat da NASA.

Qualquer serviço que adota o padrão WMS para disseminação de dados pode ser inserido e visualizado através do mapa interativo do MMA. Considero uma excelente iniciativa do Ministério e acredito que seria interessante que outros órgãos do governo, provedores de informações geográficas, adotassem um padrão aberto para publicação e disseminação de suas informações.

Nas versões 8.3 e 9.0 do ArcGIS já foram implementadas as ferramentas necessárias para que mapas publicados no padrão WMS sejam lidos e visualizados.
ArcGIS 8.3 - The OGC Interoperability Add-On delivers support for OpenGIS Web Map Services (WMS) and Web Feature Services (WFS) to the ArcGIS Desktop 8.3 products (ArcView, ArcEditor, and ArcInfo). Using the OGC Interoperability Add-On, ArcView, ArcEditor, and ArcInfo can also write out any feature layer as a Geography Markup Language (GML) document that are compliant with a specific profile and add those GML documents to any map view.

ArcGIS 9.0 - The ArcGIS 9.0 Service Pack 2 adds (OGC) Web Mapping Service (WMS) client support to the ArcGIS 9.0 products. For detailed information on using OGC Web Mapping Services (WMS) in ArcGIS, please read the WMS Support Guide.
Vejam esse exemplo! Uma empresa de mineração pode utilizar o serviço do MMA para saber se seus trabalhos estão sendo executados numa área de conservação ambiental federal. A empresa usaria o ArcGIS para abrir seus dados locais e cruzar estes dados com a localização das áreas de proteção publicadas pelo web service do MMA.

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